Eu e Eu

Larissa Lamat, nasceu e cresceu em Alagoas, hoje vive no Vale do Capão, uma pequena vila na Chapada Diamantina, onde reconheceu a música de uma forma diferenciada.

 Desde criança já mostrava seu lado artístico voltado pra o canto e a dança e com apenas 15 anos, começou a cantar em bandas de rock e reggae pelos palcos de Alagoas e Sergipe.

Além de seu dom, contou também com a boa influência de seus irmãos mais velhos, Daniel e Tatiane (Tati Lamat), que já caminhavam pelo mundo da música. Aos poucos foi construindo sua carreira, transitando por várias vertentes e grupos musicais. Seu primeiro instrumento, o violão, ajudou-a a alinhar sua voz estimulando ainda mais seu desejo de fazer o que mais gosta que é cantar.

Começou a compor ainda adolescente e inicialmente suas influências eram o Rock e o Reggae. Esses gêneros nunca foram passageiros em sua vida, a mudança que houve foi uma soma, agregando ao seu gosto músicas regionais como o forró, coco de roda, cantos afro-brasileiro, samba e MPB.

 O gênero que a despertou para a essência da vida foi o Reggae, por onde fez uma brilhante carreira musical, crescendo ainda mais o seu valor profissional e pessoal, passando por influentes bandas de Reggae do Estado de Alagoas como: Vibrações Rasta (hoje banda Vibrações), Recôncavo, Revolução, Adama Roots, Nhandeara, Sinergia e Mandhalas onde começou a apresentar suas composições junto com sua grande parceira, sua irmã Tati Carvalho.

 Paralelamente, Lari cantava em barzinhos da região com o “Trio MPB”, onde se aprofundou mais nos sons do Brasil.

 Ao se mudar para a linda Chapada Diamantina participou de um projeto intitulado “Queimada Controlada” e hoje mantém com Tati, uma abençoada parceria com o nome “Irmãs Lamat”, onde tocam violão, percussão e cantam lindas composições próprias e também canções de amigos queridos, juntas fazem uma dupla sincronizada e encantadora.

 Em suas composições atuais, escreve sobre a alegria de viver, amar e ser, acrescentando um lado espiritual onde faz ligações entre ancestralidade e realidade oculta, assim como crítica social e a realidade palpável. Seu gênero musical hoje, ela classifica como “Música Universal”. Esse crescimento lhe deu a possibilidade de enxergar a vida de uma maneira mais ampla.

 “A música além de tudo é terapia, liberação, arma… Com ela pode-se acessar mundos, mudar estados de espírito e isso é em si Transformação que se reflete tanto no pessoal quanto no profissional”. (Lari Lamat)

 Essa mulher de atitude nunca fugiu de seu objetivo, que é viver do que gosta, passou por várias dificuldades sociais até conseguir manter seu foco inicial, hoje além de música, Lari trabalha com artesanato e agricultura. Ela usa a música como uma grande ferramenta de mudança e com isso ela consegue captar boas energias.

 “O canto da natureza me ensina no dia a dia e eu considero que é a minha grande aula de música, já que falho na teoria musical e sempre fui correndo pra prática. A música hoje é sem obrigação, sem correria, sem stress, do jeito que eu sempre quis. Resumidamente me sinto bem realizada!!” (Lari Lamat)

Texto de Shirley Jaires